AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA: A INFLUÊNCIA DOS ORGANISMOS MULTILATERAIS E AS POSSIBILIDADES DE AUTONOMIA DOCENTE
PDF
.

Métricas

  • Visualizações 191
  • PDF downloads: 81

Palavras-chave

Public Policies of Evaluation
he Large-Scale Evaluation
IDEB Políticas Públicas de Evaluación
Evaluación a gran escala
IDEB Políticas Públicas de Avaliação
Avaliação em Larga Escala
IDEB

Como Citar

MEDEIROS, E.; SUDBRACK, E. M. . AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA: A INFLUÊNCIA DOS ORGANISMOS MULTILATERAIS E AS POSSIBILIDADES DE AUTONOMIA DOCENTE. Revista Prática Docente, [S. l.], v. 6, n. 3, p. e077, 2021. DOI: 10.23926/RPD.2021.v6.n3.e077.id1181. Disponível em: http://periodicos.cfs.ifmt.edu.br/periodicos/index.php/rpd/article/view/1181. Acesso em: 27 nov. 2021.

Resumo

Este trabalho objetiva discorrer sobre as influências dos organismos multilaterais e as possibilidades de autonomia docente, face a avaliação em larga escala. Foi realizada a pesquisa bibliográfica no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e a partir dos trabalhos selecionados, elencou-se duas categorias analisadas através da Análise de Conteúdo de Bardin (2004): as influências dos organismos multilaterais nas políticas públicas educacionais e as possibilidades de autonomia docente diante da avaliação. Os estudos sugerem preocupação com as influências dos organismos, uma vez que as escolas passam a se organizar na lógica gerencial, com os princípios da eficiência e eficácia, respondendo aos interesses mercadológicos. Sobre a autonomia docente, entende-se que ela é utópica, pois os/as docentes não participam das tomadas de decisões e ficam com a incumbência de colocar em prática, as decisões tomadas a nível macrossocial. A abordagem filosófica adotada no estudo é o da Pedagogia Histórico-crítica de Dermeval Saviani.
10.23926/RPD.2021.v6.n3.e077.id1181
PDF

Referências

AFONSO, Almerindo Janela. Avaliação educacional: regulação e emancipação. São Paulo/SP: Editora Cortez, 2000.

AMARO, Ivan. A (in)visibilidade da escola: implicações das avaliações externas no contexto escolar. Revista Educação: Teoria e Prática, v. 23, n. 43, p. 24-43, 2013. DOI: https://doi.org/10.18675/1981-8106.vol23.n43.p24-43

ASSUNÇÃO, Mariza Felippe. O Mito da virtuosidade da avaliação: trabalho docente e avaliações externas na educação básica. 2013. Tese (Doutorado). Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Belém/PA, 2013.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa/Portugal: Editora Edições 70, 2004.

BOMBARDA, Anderson. Dilemas e contradições da autonomia docente. 2018. Dissertação (Mestrado em Educação Escolar). Faculdade de Ciências e Letras. São Paulo/SP, 2018.

BONAMINO, Alicia Catalano de. Tempos de avaliação educacional: o SAEB, seus agentes, referências e tendências. Rio de Janeiro/RJ: Editora Quartet, 2002.

BORGES, Walquiria Silva Carvalho. A identidade do professor de Educação Básica subjetivada pela avaliação externa Prova Brasil. 2016. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Goiás, Jataí/GO, 2016.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília/DF, out. 1988. Disponível em: . Acesso em: 31 jan. 2021.

BRASIL. Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Brasília/DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2021.

COSTA, Loany Larissa Ferreira da. Avaliação da educação básica: o que pensam professores e gestores de uma escola pública amazônica sobre o IDEB. 2015. 121f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho/RO, 2015.

CRESWELL, John. Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: escolhendo cinco abordagens. 3. ed. Porto Alegre/RS: Editora Penso, 2014.

DALBEN, Adilson; ALMEIDA, Luana Costa. Para uma avaliação de larga escala multidimensional. Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo/SP, v. 26, n. 61, p. 12-28, jan./abr. 2015. DOI: https://doi.org/10.18222/eae266103140

DIAS, Rúbia Mara Ribeiro. IDEB, quantificação e qualidade: avaliação de desempenho no ensino fundamental e os impactos no trabalho docente em escolas de Araguari/MG. 2014. 98 f. Uberlândia: Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Uberlândia: Uberlândia/MG, 2014.

DUARTE, Matusalém de Brito. Tecnologias da subjetivação docente nas políticas públicas da educação em Minas Gerais. 2014. 305f. Tese (Doutorado em Psicologia). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Belo Horizonte/MG, 2014.

DUSO, Ana Paula; SUDBRACK, Edite Maria. O Banco Mundial e a indução de políticas educacionais: um recorte a luz do ciclo de políticas. In: SUDBRACK, Edite Maria (Org.). Políticas educacionais: condicionantes e embates na educação básica. Frederico Westphalen/RS: Editora da URI, 2014.

ESTÊVÃO, Carlos Vilar. A Qualidade da educação: suas implicações na política e na gestão pedagógica. Revista RBPAE, v. 29, n. 1, p. 15-26, 2013. DOI: https://doi.org/10.21573/vol29n12013.42818

FERNANDES, Edison Flávio. A Política da OCDE para a Educação Básica: das mesas de reuniões internacionais à carteira escolar. 2019. 169f. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, Brasília/DF, 2019.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo/SP: Editora EGA, 1996.

FREITAS, Luiz Carlos de. Eliminação adiada: o ocaso das classes populares no interior da escola e a ocultação da (má) qualidade do ensino. Revista Educação & Sociedade, v. 28, n. 100, p. 965-987, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302007000300016

GAZZOLA; Janaína Souza; SUDBRACK, Edite Maria. O IDEB e a Avaliação em Larga Escala: uma análise das escolas da Rede Pública de Frederico Westphalen. Revista Vivências, Erechim/RS, v. 12, n. 22: p. 212-223, maio, 2016.

LÉLIS, Luziane Said Cometti; DA HORA, Dinair Leal. Implicações da política de avaliação na produção da qualidade educacional. Revista Olhar do Professor, Ponta Grossa/PR, v. 23, p. 1-20, 2020. DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.23.2020.15537.209209225813.0525

LIBÂNEO, José Carlos. Políticas educacionais no Brasil: desfiguramento da escola e do conhecimento escolar. Cadernos de Pesquisa, São Paulo/SP, v. 46, n. 159, p. 38-62, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/198053143572

NOGUEIRA, Rivanda dos Santos. Avaliação em larga escala como regulação: o caso do Sistema Estadual de Avaliação da Aprendizagem Escolar. 2015. 260 f. Tese (Doutorado em Educação). Curso de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba/PR, 2015.

SANTOS, Osiel Antonio dos. A Prova Brasil como instrumento de regulação do Ensino Fundamental no município de Porto Velho: avaliação ou manipulação de resultados? 2014. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Educação). Núcleo de Ciências Humanas, Departamento de Ciências da Educação, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho/RO, 2014.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas/SP: Editora Autores Associados, 2007.

SCNHEIDER, Marilda Pasqual; SARTOREL, Aline. Prova Brasil e os mecanismos de controle simbólico na organização da escola e no trabalho docente. Revista Científica - EccoS, São Paulo/SP, n. 40, p. 17-31, maio/ago. 2016. DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n40.6400

SILVA, Evandro Anderson da. Avaliação em larga escala e qualidade da educação: políticas educacionais em cinco municípios do oeste do Paraná. 2018, 212f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo/RS, 2018.

TORRES, Rosa María. Debates realizados no Seminário “O Banco Mundial e as Políticas de Educação no Brasil”. In: DE TOMMASI, Livia; WARDE, Mirian Jorge; HADDAD, Sérgio (Orgs.) O Banco Mundial e as Políticas Educacionais, 3. ed. São Paulo/SP: Editora Cortez, 2000, p. 253-279.

VALE, Silvia Fernandes do. Autonomia: reflexos da contemporaneidade na atividade docente. 2013, 111f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Universidade de Fortaleza, Fortaleza/CE, 2013.

WERLE, Flávia Obino Corrêa. Políticas de avaliação em larga escala na educação básica: do controle de resultados à intervenção nos processos de operacionalização do ensino. Revista Ensaio Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro/RJ, v. 19, n. 73, p. 769-792, 2011.

YOUNG, Michael. Para que servem as escolas? Revista Educação & Sociedade. Campinas/SP, v. 28, n. 101, p. 1287-1302, set./dez. 2007.

ZATTI, Vicente. Autonomia e educação em Immanuel Kant e Paulo Freire. Porto Alegre/RS: Editora EDIPUCRS, 2007.

Creative Commons License

Este trabalho está licensiado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2021 A Revista Prática Docente tem o direito de primeira publicação

Downloads

Não há dados estatísticos.