POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PAPEL DA ESCOLA: ENTRE O REAL E O IDEAL

Leila Cristina Aoyama Barbosa Souza

Resumo


Este artigo discute a repercussão das políticas educacionais brasileiras nesta segunda década do século XXI. Trata-se de um ensaio teórico fundamentado em autores que discutem a precarização da educação no Brasil pela adoção de políticas públicas que mantém a relação de poder e domínio entre classes sociais e em reflexões sobre a função da escola para a sociedade contemporânea. Sob a luz da teoria histórico-cultural e das pedagogias sociocríticas defende-se o movimento contra-hegemônico dos profissionais da educação aos modelos institucionais vigentes.

Palavras-chave


Políticas públicas em educação. Reforma educacional. Educação Crítica.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Educação integral. Brasília: Ministério da Educação, 2009. (Série Mais Educação).

BRASIL. Lei n. 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta [...]. Diário Oficial da União, Brasília, n. 35, seção 1, p. 1-3, 17 fev. 2017. Legislação federal.

DOURADO, L. F.; BUENO, M. S. S. O público e o privado na educação. WITTMANN, L. C.; GRACINDO, R. V. (coords). Políticas e Gestão da Educação (1991 a 1997). Associação Nacional de Políticas e Administração da Educação. Brasília: Ministério da Educação; Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira; Comitê dos Produtores da Informação Educacional, 2001, p. 53-62.

FERRETTI, C. J. Reformulações do ensino médio. Holos, Natal, v. 6, p. 71-91, out. 2016.

FRIGOTTO, G. Reforma do ensino médio do (des) governo de turno: decreta-se uma escola para os ricos e outra para os pobres. Movimento - revista de educação, Rio de Janeiro, n. 5, p. 329-332, 2016.

EVANGELISTA, O. SHIROMA, E. O. Professor: protagonista e obstáculo da reforma. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.33, n.3, p. 531-541, set./dez. 2007.

HADDAD, F. O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas. Brasília: Ministério da Educação; Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2008.

LIBÂNEO, J. C. Políticas educacionais no Brasil: desfiguramento da escola e do conhecimento escolar. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 46, n. 159, p. 38-62, 2016.

SAVIANI, D. Política educacional brasileira: limites e perspectivas. Revista de Educação PUC, Campinas, n. 24, p. 7-16, 2008.

SHIROMA, E. O.; MORAES, M. C. M. de; EVANGELISTA, O. Política Educacional. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

SHIROMA, E.; SANTOS, F. A. Slogans para a construção do consentimento ativo. In: EVANGELISTA, O (org.). O que revelam os slogans da política educacional. Araraquara/SP: Junqueira-Marin, 2014. p. 21-46.

SOUZA, R. F. de. A renovação do currículo do ensino secundário no Brasil: as últimas batalhas pelo humanismo (1920 -1960). Currículo sem Fronteiras, [S.l.], v.9, n.1, p.72-90, jan./jun. 2009.

STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena Câmara. História, memória e história da educação. Petrópolis: Vozes, 2004, v. 1.

STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena Câmara. História, memória e história da educação. Petrópolis: Vozes, 2005a, v. 2.

STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena Câmara. História, memória e história da educação. Petrópolis: Vozes, 2005b, v. 3.

YOUNG, Michael. Para que servem as escolas? Educação e Sociedade, Campinas, v. 28, n. 101, p. 1287-1302, set./dez. 2007.




DOI: http://dx.doi.org/10.23926/rpd.v2i1.51

Apontamentos

  • Não há apontamentos.