Adubação mineral e organomineral e sua influência na produtividade de feijão (Phaseolus vulgaris)
DOI:
https://doi.org/10.33912/pagro.v9i1.1285Resumo
O feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) é uma cultura de grande relevância alimentar e socioeconômica no Brasil, sendo altamente exigente em fertilidade do solo. Nesse contexto, o uso de fertilizantes organominerais surge como alternativa ao manejo convencional com fertilizantes minerais. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de adubações minerais e organominerais, aplicadas em diferentes doses. O experimento foi conduzido no município de Palmeira, PR, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 2 × 4, com quatro repetições. Foram avaliadas duas fontes de adubação, mineral – NPK 08-20-20 e organomineral – 05-11-10 e quatro doses (125, 250, 375 e 500 kg ha⁻¹). As variáveis analisadas foram altura de plantas, número de vagens por planta, número de grãos por vagem, peso de mil grãos e produtividade. Não houve efeito significativo das fontes e das doses de adubação sobre a altura de plantas e o peso de mil grãos. Entretanto, para produtividade, número de vagens por planta e número de grãos por vagem, a adubação mineral apresentou desempenho superior à organomineral nas doses de 125, 250 e 375 kg ha⁻¹. As doses de máxima eficiência técnica estimadas foram de aproximadamente 305 kg ha⁻¹ para a adubação mineral e 354 kg ha⁻¹ para a organomineral. Conclui-se que a adubação mineral é mais eficiente para maximizar a produtividade do feijoeiro nas condições avaliadas, embora a adubação organomineral se apresente como alternativa viável em doses mais elevadas.




