MATEMÁTICA INDIGENA DO POVO TAPIRAPÉ
Palavras-chave:
Povo Tapirapé; Cultura indígena; Saberes tradicionais; Ensino da Matemática; Organização social.Resumo
A matemática, muitas vezes entendida como uma ciência universal e abstrata, e também uma construção cultural presente em diferentes sociedades. Diversos povos desenvolveram maneiras próprias de lidar com quantidades, medidas, formas e organização do espaço. Nesse contexto, a etnomatemática surge como uma abordagem que reconhece e valoriza os saberes matemáticos produzidos em diferentes culturas. O povo indígena Tapirapé, localizado na região do Mato Grosso, apresenta práticas culturais que envolvem raciocínios matemáticos em diversas atividades do cotidiano, como na construção de habitações, produção de artefatos e organização social. Diante disso, este trabalho busca analisar como esses conhecimentos matemáticos estão presentes na cultura Tapirapé e de que forma podem contribuir para o ensino da matemática nas escolas. Este trabalho investiga a presença de conceitos matemáticos na cultura do povo indígena tapirapé, destacando como práticas tradicionais envolvem conhecimentos relacionados a contagem, geometria, organização espacial e divisão social. Fundamentado na perspectiva da etnomatemática, proposta por Ubiratan D’Ambrosio, o estudo busca compreender como esses saberes podem contribuir para o ensino da matemática de forma contextualizada e inclusiva. A metodologia adotada é qualitativa, com base em pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados esperados apontam para a valorização dos conhecimentos indígenas e para a construção de práticas pedagógicas mais significativas no ensino da matemática.
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