A língua e sua estrutura de domínio:
identidade, penalidade e poder divisório
DOI:
https://doi.org/10.47270/ra.v7i14.1150Palavras-chave:
língua, Identidade, poder, direito, penalidadeResumo
Este ensaio desenvolve uma reflexão sobre a ligação da língua com o direito. Elencando algumas formulações teóricas e opinativas sobre a funcionalidade da linguagem, esse texto se afunila na concepção de que a língua está intrinsicamente liga ao poder, e por consequência, opera nas dimensões das cisões, das penas, dos direitos e dos deveres dos sujeitos sociais. Ao trazer para o cerne da discussão autores como Gnerre (1987), Rajagopalan (2013), Couto (2011) dentre outros, esse ensaio tem o objetivo de ampliar as percepções da linguagem, compreendendo que ela não pode ser vista apenas como elemento comunicativo, mas como fenômeno de construção ou dissolução da humanização dentro das relações sociais. Para tornar a natureza da discussão mais perceptível ao leitor, apresentam-se exemplos de textos religiosos, jurídicos e históricos para análises.
Referências
AGOSTINHO, Santo. A Cidade de Deus (413–426 d.C.). Tradução de E. L. de Souza Campos. Niterói: Valdemar Teodoro Editor, 2022.
BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira Almeida. Rio de Janeiro: King Cross Publicações, 2008.
BORGES, L.C. A língua geral: revendo margens em sua deriva. In: FREIRE, J. R. B. e ROSA, M. C. Línguas Gerais: Política linguística e catequese na América do Sul no Período Colonial. p. 113 - 131.
COUTO, Hildo H. do. Sobre o conceito de diversidade. In: Silveira, Eliane Mara (Org.). As bordas da linguagem. Uberlândia, EDUPU, 2011, p. 155-180.
CROWLEY, T. Language in history: Theories and texts. London: Routledge, 1996.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS. Art. 8.º. Declaração Universal dos Direitos Linguísticos. 1996. Disponível em: dec_universal_direitos_linguisticos.PDF. Acesso em: 18 maio 2025nb.
GERALDI, J. W. A infatigável tarefa de frear a língua. In: MOURA, D. (Org.). Os desafios da língua: pesquisa em língua falada e escrita. Maceió: EDUFAL, 2008.
GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. 2. ed. São Paulo: Martins Fonte, 1987.
ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.
BRASIL. Projeto de Lei nº 1676/1999, de 15 de setembro de 1999. Dispõe sobre a promoção, proteção, defesa e uso da Língua Portuguesa e dá outras providências. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=17069. Acesso em: 18 maio 2024.
RAJAGOPALAN, Kanavillil. A política de ensino de línguas no Brasil: história e reflexões prospectivas. In: Moita Lopes, L. P. de (org.). Linguística Aplicada na Modernidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2013. p. 143-163.
STRECK, Lênio. Hermenêutica jurídica e(m) crise: uma exploração hermenêutica da construção do direito. Porto Alegre: Livraria do advogado, 2011.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1ª e 2ª graus. São Paulo: Editora Cortez, 1995.
Z. Direção de Constantin Costa-Gavras. França/Argélia: Valoria Films/Reggane Films/ONCIC, 1969. 1 filme (127 min): legendado, colorido, 35 mm.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Baktalaia de Lis Andrade Leal

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista AlembrA concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).






















