AÇÕES DE UM LICENCIANDO EM QUÍMICA EM SITUAÇÃO DE MICROENSINO SEGUIDA DE AUTOSCOPIA
Autores
Documentos
Resumo
Neste artigo apresentamos os resultados de uma pesquisa que procurou analisar a perspectiva de ensino e aprendizado do licenciando em Química e os efeitos da intervenção do professor formador nas ações do futuro professor em aulas simuladas. Para o levantamento dos dados, todas as atividades realizadas pelo licenciando, provenientes das regências em sala de aula, mediante situações de microensino seguidas de análise a posteriori, foram gravadas, sendo o procedimento denominado de autoscopia. Organizamos as transcrições das aulas e as interpretamos, segundo os procedimentos da Análise Textual Discursiva, assumindo, para a identificação das ações, um conjunto de categorias a priori e um conjunto de subcategorias emergentes. Esse movimento permitiu identificarmos alterações nas ações, observando variações da quantidade de ações relacionadas a cada uma das subcategorias, o que nos leva a defender a relevância da realização dos procedimentos de autoscopia e microensino como possibilidade de alterações/mudanças na perspectiva de ensino e nas ações do licenciando.
Referências
ALARCÃO, Isabel. Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Porto: Porto Editora, 1996.
ANDRADE, Edelaine Cristina. Um estudo das ações de professores de matemática em sala de aula. 2016. 186f. Londrina: Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2016.
ARRIGO, Viviane; LORENCINI JÚNIOR, Álvaro; BROIETTI, Fabiele Cristiane Dias. A autoscopia bifásica integrada ao microensino: uma estratégia de intervenção reflexiva na formação de professores de química. Revista Investigações em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 22, n. 1, p. 1-22, 2017.
BEHRENS, Marilda Aparecida. A prática pedagógica e o desafio do paradigma emergente. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 80, n. 196, p. 383-403, 1999.
CARVALHO, Anna Maria Pessoa; GIL-PÉREZ, Daniel. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
CARVALHO, Wilson. Estudo da intervenção do professor formador nas ações dos licenciandos em Química. 2019. 162f. Londrina: Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2019.
FERNÁNDEZ, Maria Lorelei. Investigating how and what prospective teachers learn through microteaching lesson study. Teaching and Teacher Education, Miami, n. 26, p. 351-362, 2010.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MALDANER, Otavio Aloisio. A formação inicial e continuada de professores de Química: formando professores/pesquisadores. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2006.
MORAES, Roque; GALIAZZI, Maria do Carmo. Análise Textual Discursiva. Ijuí: Unijuí, 2011.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2017.
POZO, Juan Ignacio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SACRISTÁN, Jose Gimeno; GOMEZ, Angel Inácio Pérez. Compreender e transformar o ensino. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
SADALLA, Ana Maria Falcão de Aragão; LAROCCA, Priscila. Autoscopia: um procedimento de pesquisa e de formação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 419-433, 2004.
SCHÖN, Donald Alan. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
