Topo

Ensino de Geografia para Pessoas Cegas: o percurso da construção e avaliação de um material de cartografia tátil com elementos naturais e recicláveis

Autores

Welber Duarte dos Santos
Instituto Benjamin Constant
https://orcid.org/0000-0002-3657-0756
Marcus Hübner
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso image/svg+xml
https://orcid.org/0000-0003-4317-7589

Documentos

PDF

Resumo

O presente trabalho é uma investigação pedagógica aplicada, qualitativa e exploratória. O público-alvo são pessoas cegas, residentes no estado de Mato Grosso, e que foram ou são escolarizadas nesta região. Foram empregados roteiros, questionários, caderno de anotações e gravação de áudio para o levantamento dos dados, analisados à luz das características defendidas por autores da área. O objetivo foi construir um conjunto de recursos educacionais acessíveis e sustentáveis para o ensino de Geografia às pessoas cegas, utilizando elementos biodegradáveis. De acordo com o verificado, embora funcional, com diversidade de texturas e inovador, os recursos podem ter pouca durabilidade e qualidade quando manipulados com frequência, não tendo sido localizados, até aqui, meios de manter a resistência por longos períodos. Além disso, a complexidade da coleta, tratamento e construção podem prejudicar a reprodução do material. Conclui-se que são necessárias investigações e aprofundamentos acerca da utilização e conservação desses elementos para uso educacional.

PDF

Referências

BRASIL. [Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015 (2015)]. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: Setembro de 2022.

BRASIL. [Decreto nº 6.949 de 25 de agosto de 2009(2008)]. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF. Disponível em: https://legis.senado.leg.br/norma/579385/publicacao/15748546. Acesso em: set. de 2022.

BOGDAN, Roberto et al. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto, 1994. 333 p.

CERQUEIRA, Jonir; FERREIRA, Elise. Recursos didáticos na educação especial. Benjamin Constant, n. 15, 2000. Disponível em: http://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/602. Acesso em: nov. de 2021.

COBO, Ana; RODRÍGUEZ, Manuel; BUENO, Salvador. Personalidade e auto-imagem do cego. In: MARTÍN, Manuel; BUENO, Salvador (Org.). Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. Santos, 2003. p. 97-113.

COUTO JUNIOR, Abelardo; OLIVEIRA, Lucas. The main causes of blindness and low vision in school for blind. Revista Brasileira de Oftalmologia, [S.L.], v. 75, n. 1, p. 26-29, 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5935/0034-7280.20160006. Acesso em: out. 2021.

FERREIRA, Gracialda. Diretrizes para coleta, herborização e identificação de material botânico nas Parcelas Permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira. 1. ed. Manaus: [s. n.], 2008. 44 p. v. 1. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/417/o/manual_diretrizes_coletas_botanicas.pdf?1494003886. Acesso em: nov. 2021

FREITAS JUNIOR, Robson Lopes. Revisão teórico-metodológica. In: FREITAS JUNIOR, Robson Lopes. Práticas de ensino fundamental em Geografia, através de Geotecnologias, no âmbito da educação especial para alunos de baixa visão do Instituto Benjamin Constant (IBC) – município do Rio de Janeiro. 2018. Tese (Doutorado em Geografia), Rio de Janeiro, 2018. p. 171. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/13216. Acesso em: out. 2021.

GARCIA, Rosalba; KUHNEN, Roseli. POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL EM TEMPOS DE DITADURA: uma análise sobre a concepção de deficiência no brasil no período 1973- 1985. Revista Educação, Pesquisa e Inclusão, [S.L.], v. 1, n. 1, p. 69, 15 maio de 2020. Universidade Federal de Roraima. http://dx.doi.org/10.18227/2675-3294repi.v1i1.6257. Acesso em: nov. 2021.

GERHARDT, Tatiana; SILVEIRA, Denise. A pesquisa científica. In: GERHARDT, Tatiana;SILVEIRA, Denise. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. GIL, Marta. Cadernos da TV escola: deficiência visual. Brasília, DF: Secretaria de Educação a Distância, 2000. 40 p.

IBGE. Características gerais da população: características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro, RJ: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2012.

JANNUZZI, Gilberta de Martino. A Educação do Deficiente no Brasil dos primórdios ao início do século XXI. 3. ed. São Paulo: Editora Autores Associados Ltda, 2004. 243 p.

KASSAR, Mônica; REBELO, Andressa. Abordagens da Educação Especial no Brasil entre Final do Século XX e Início do Século XXI. Revista Brasileira de Educação Especial, [S.L.], v. 24, n. , p. 51- 68, 2018. http://dx.doi.org/10.1590/s1413-65382418000400005. Acesso em: out. 2021.

LOCH, Ruth. Cartografia Tátil: mapas para deficientes visuais. Portal da Cartografia, Londrina, v. 1, n. 1, 2008. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Geografia/cartografia/carto_tatil.pdf. Acesso em: out. 2021.

MARTINS-DA-SILVA, Regina Célia Viana. Coleta e Identificação de Espécimes Botânicos. Belém: PA, 2002. 43 p.

PADILHA, Caio Augusto. A Política de Educação Especial no Governo FHC (1995-2003): uma opção pela integração. Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade, v. 26, n. 50, p. 191-207, set./dez. 2017. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-70432017000300191&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: set. 2021.

PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE. Ciclos da Vida: pessoas com deficiência, por sexo e situação de domicílio (2019). In: IBGE. Sidra: sistema IBGE de recuperação automática. Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/8204#resultado. Acesso em: Janeiro de 2023.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 5 6 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.