Topo

EXPLORANDO UM MUSEU DE PRÉ-HISTÓRIA COMO ESPAÇO NÃO FORMAL PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS

Autores

Edimarcio Francisco da Rocha
UFMT
https://orcid.org/0000-0002-3116-3318
Eduardo Ribeiro Mueller
UFMT
https://orcid.org/0000-0002-6486-919X
Edslei Rodrigues de Almeida
IFRO
https://orcid.org/0000-0002-5932-2456

Documentos

PDF

Resumo

Neste artigo, apresentamos uma experiência sobre a utilização de espaços não formais para o desenvolvimento de atividades relacionadas ao ensino e à aprendizagem de conteúdos curriculares que podem envolver diversas áreas do conhecimento, como a química e a biologia. Desse modo, destacamos um museu de pré-história como um potencial espaço não formal para o desenvolvimento dessas atividades. Utilizando pressupostos da pesquisa qualitativa e como recurso metodológico a aula de campo, realizamos observações e proposições sobre possíveis abordagens de temas relacionados ao ensino e aprendizagem de conceitos científicos, tendo como objetivo indicar aos professores meios alternativos ao processo tradicional de ensino que fragmenta o conhecimento. Como um espaço não formal para o ensino, o museu apresenta elementos que podem contribuir para a aprendizagem, uma vez que oferece formas de contextualizar o conhecimento das diferentes áreas, demonstrando ser um ambiente que propicia trabalhar assuntos relacionados com as Ciências da Natureza e, também, a conceitos étnicos, históricos, geográficos, linguísticos e políticos. Além disso, esse espaço se caracteriza como um local capaz de romper as barreiras da sala de aula, permitindo a interação do indivíduo com os artefatos expostos, contextualizando questões locais e contribuindo para a apropriação do conhecimento científico de maneira construtivista.

PDF

Referências

ALMEIDA, E. R.; SILVA, M. S. V. Uma abordagem reflexiva sobre a realização do trabalho prático de campo como instrumento da construção do conhecimento. Ponta Grossa, 07 a 09 de out. 2010. Disponível em: <http://www.sinect.com.br/anais2010/artigos/EB/199.pdf>. Acesso em 05 de mai. 2018.

CAZELLI, S.; QUEIROZ, G.; ALVES, F.; FALCÃO, D.; VALENTE, M. E.; GOUVEA, G.; COLINVAUX, D. Tendência pedagógicas das exposições de um museu de ciência. In. II ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (SP), 01 a 04 de set. 1999, Valinhos. Atas...São Paulo: ABRAPEC, 1999.

CAZELLI, S., MARANDINO, M., STUDART, D. Educação e Comunicação em Museus de Ciências: aspectos históricos, pesquisa e prática. In: Educação e Museu: a construção social do caráter educativo dos museus de ciências. Rio de Janeiro: FAPERJ, Editora Access, 2003.

CHASSOT, Á. I. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação. n. 22, jan/fev/mar/abr. p. 89-100, 2003.

CHASSOT, Á. I. Das disciplinas à indisciplina. Curitiba: Appris, 2016.

DOURADO, L. Concepções e práticas dos professores de Ciências Naturais relativas à implementação integrada do trabalho laboratorial e do trabalho de campo. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 5, n. 1, p.192-212, 2006a.

DOURADO, L. O trabalho de campo na formação inicial de professores de biologia e geologia: opinião dos estudantes sobre as práticas realizadas. 2006b. Disponível em: <http://enciga.org/files/boletins/61/o_trabalho_de_campo_na_formacao_professores.pdf>. Acesso em 05 de maio. 2018.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. 15. ed. Campinas: Papirus, 2008.

FIGUEROA, A. M. S.; MARANDINO, M. A transposição museográfica e os objetos de exposições: as células nos museus de ciências. In: V ENEBIO e II EREBIO REGIONAL 1. 2014, Vitória, Revista da SBEnBio, n. 07, out. 2014.

GADOTTI, M. A questão da educação formal/não-formal. In: Institut International des droits de l’enfant (IDE), Suisse, 2005.

GOUVÊA, G.; MARANDINO, M.; LEAL, M. C. Educação e Museu: a construção social do caráter educativo dos Museus de Ciência. Rio de Janeiro: Ed. Access, 2003.

JACOBUCCI, D. F. C. Contribuições dos espaços não-formais de educação para a formação da cultura científica. Revista em Extensão, v. 7, p. 55-66, 2008.

MARANDINO, M. O Conhecimento Biológico nas Exposições de Museus de Ciências: análise do processo de construção do discurso expositivo. 2001. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. 2001.

MARANDINO, M.: A pesquisa educacional e a produção de saberes nos museus de ciência. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 12 (suplemento), p. 161-81, 2005.

MARANDINO, M. As Perspectivas da Pesquisa Educacional em Museus de Ciências. In: SANTOS, F. M. T. dos; GREGA, I. M. (Orgs). A Pesquisa em Ensino de Ciências no Brasil e suas Metodologias. 2 ed. rev. Ijuí: Unijuí, p. 89-122, 2011.

MARTINS, L. C. A relação museu/escola: teoria e prática educacionais nas visitas escolares ao museu de zoologia da USP. 2006. 245 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2006.

MINAYO, M. C. S. Ciência, Técnica e arte: O desafio da Pesquisa Social. In MINAYO, M.C.S (Org.). Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994.

MUELLER, E. R. Educação do Campo na Amazônia Legal de Mato Grosso: o perfil do estudante egresso em relação à aprendizagem de química. 2012. 102 p. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá. 2012.

OVIGLI, D. F. B. Prática de Ensino de Ciências: o museu como espaço formativo. Revista Ensaio, v. 13, n. 03, p. 133-149, 2011.

QUEIROZ, R. M.; TEIXEIRA, H. B.; VELOSO, A. S.; TERÁN, A. F.; QUEIROZ, A. G. A caracterização dos espaços não formais de educação científica para o ensino de ciências. Revista Amazônica de Ensino de Ciências (Areté), v. 4, n. 7, p. 12-33, 2011.

SABBATINI, M. Museus e centros de ciência virtuais: uma nova fronteira para a cultura científica. Revista Comciência, n. 45, p. 1-6, 2003.

SENICIATO, T.; CAVASSAN, O. Aulas de campo em ambientes naturais e aprendizagem em ciências: um estudo com alunos do ensino fundamental. Ciência & Educação, v. 10, n. 1, p. 133-147, 2004.

SILVA, M. L.; TROIAN, T. V. S. P.; NETO, G. G.; HARDOIM, E. L. Do morro da caixa d’água velha ao mercado do porto: utilizando pontos turísticos de Cuiabá-MT como espaços não formais para o ensino de ciências e matemática. Revista Prática Docente, v. 2, n. 2, p. 292-303, 2017.

TEMPESTA, A. M.; GOMES, L. C. Contribuições de um museu de ciências para a formação docente em física. Investigações em Ensino de Ciências, v. 22 (1), pp. 78-102, 2017.

VIEIRA, V.; BIANCONI, M. L.; DIAS, M. Espaços não-formais de ensino e o currículo de ciências. Revista Ciência e Cultura, v. 57, n. 4, p. 21-23, 2005.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes

Artigos Semelhantes

<< < 5 6 7 8 9 10 11 12 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.